Após autorização do STF, Queiroz e Salgado são levados para MG

Por Carolina Santos

O ex-deputado Romeu Queiroz e o ex-dirigente do Banco Rural, José Roberto Salgado, saíram do presídio da Papuda nesta manhã. Condenados no esquema do mensalão, eles foram transferidos para presídios de Minas Gerais após autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa.

Queiroz foi condenado a 6 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Já Salgado, a 16 anos e 8 meses de prisão por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

Relembre
O dia 15 de novembro entrou, mais uma vez, para a história do Brasil. Além da Proclamação da República, a data passa a representar a ocasião em que aconteceram as primeiras prisões dos políticos condenados em um grande esquema de corrupção no Congresso Nacional.

Depois de terem tido suas prisões expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) um dia antes, nomes históricos da política como José Genoino e José Dirceu se entregaram na sede da PF (Polícia Federal) em São Paulo. Ex-presidente do PT e ex-ministro da Casa Civil, respectivamente, eles se entregaram na noite daquela sexta-feira, feriado, dizendo presos políticos, com gestos de luta.

Genoino foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto por formação de quadrilha e corrupção ativa. Já Dirceu, a 10 anos e 10 meses pelos mesmos crimes.

Veja o momento em que Dirceu se entrega:

Outros oito condenados tiveram suas prisões decretadas na metade de novembro e se entregaram naquela sexta-feira. À PF em Belo Horizonte, se apresentaram sete: Marcos Valério, Simone Vasconcelos, Cristiano Paz, Romeu Queiroz, Ramon Hollerbach, José Roberto Salgado e Kátia Rabello. Na sede de Brasília, o único a se apresentar foi Jacinto Lamas.

Para 16 de novembro, um sábado, duas pessoas foram esperados pela Polícia Federal: Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, e Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil. Apenas o primeiro se entregou, em Brasília. Pizzolato foi o único que fugiu da prisão. Por ter dupla cidadania – ítalo-brasileira – acredita-se que ele esteja na Itália, onde ele se protegeria de processos de extradição ao Brasil para cumprir a pena.

Cerca de três semanas depois, em 5 de dezembro, mais quatro pessoas tiveram seus pedidos de prisão expedidos pelo STF. Entre eles, está o deputado federal Valdemar Costa Neto (PL, atual PR), condenado a 7 anos e 10 meses, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele se entregou em Brasília, assim como o ex-deputado federal Bispo Rodrigues, do mesmo partido, condenado a 6 anos e 3 meses de prisão pelos mesmos crimes.

Também se apresentaram na capital federal o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-MT), condenado a sete anos e dois meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em seguida, Vinícius Samarane, ex-diretor do Banco Rural, condenado a oito anos e nove meses de prisão por lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.

Com eles, 16 pessoas estão presas pelo mensalão. O mais recente foi Pedro Henry, deputado federal pelo PP-MT. Ele se entregou à PF no dia 13. Um dia antes, foi a vez de Rogério Tolentino, ex-advogado de Marcos Valério.

No momento, dos condenados, apenas Pizzolato está foragido.

Com isso, apenas sete réus do ação penal 470 ainda não tiveram ordens de prisão: João Paulo Cunha, deputado (PT-SP); Roberto Jefferson, ex-deputado federal (PTB-SP); João Cláudio Genú, ex-assessor do PP na Câmara; José Borba, ex-deputado (ex-PMDB-PR); Enivaldo Quadrado, ex-sócio da corretora Bônus-Banval; Breno Fischberg, ex-sócio da Bônus-Banval; e Emerson Palmieri, ex-tesoureiro do PTB.

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