‘Prisões do mensalão rompem com tradição de impunidade’, afirma Barbosa

Por fabiosaraiva
Joaquim Barbosa também fez críticas ao sistema penitenciário do país | Fellipe Sampaio/STF Joaquim Barbosa também fez críticas ao sistema penitenciário do país | Fellipe Sampaio/STF

As primeiras prisões de políticos no exercício do mandato depois da redemocratização foram consideradas “a grande novidade do ano”, segundo avaliação do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa.

Ao fazer o balanço do ano  do STF, o ministro afirmou que a punição dos parlamentares rompeu com uma tradição de impunidade no país. “Essa é a novidade deste ano, rompimento com uma tradição longa.”

Ao todo, o Supremo mandou quatro deputados para a prisão: Natan Donadon (sem partido-RO), que cumpre pena de 13 anos de prisão por desvio de recursos públicos, José Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), todos  condenados no julgamento do mensalão.

Barbosa, porém, manifestou pessimismo com o caráter pedagógico da prisão para evitar novos casos de corrupção na política. “Não tenho ilusão quanto a isso”, afirmou.

 

Últimas prisões

Apenas quatro dos 25 condenados pelo mensalão ainda estão com a situação pendente. O ministro assegurou ontem que ordenará as prisões ainda este ano. “Nestes próximos dias, devo soltar algumas decisões que estavam pendentes por absoluta falta de tempo”, declarou.

O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) deverá ser o próximo a ser preso.  Barbosa também deverá decidir sobre o início do cumprimento da pena do ex-dono da corretora Bônus Banval, Breno Fischberg, e sobre os pedidos de prisão domiciliar de José Genoino e Roberto Jefferson.

O ministro ainda aproveitou para fazer críticas ao sistema penitenciário. “A dificuldade é que o Judiciário não tem poder de construir e melhorar prisões. É tarefa do Executivo, que, pelo visto, não tem interesse em nada disso.”

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