São Paulo tem terceiro melhor acesso à Justiça no Brasil

Por Carolina Santos

O acesso à Justiça ainda é desigual entre a população brasileira. Segundo o Atlas do Poder Judiciário elaborado pelo Ministério da Justiça em parceria com a UnB (Universidade de Brasília), há uma enorme discrepância na oferta de juízes, advogados, defensores públicos e unidades de Justiça em todo o país. O levantamento foi divulgado ontem.

O Distrito Federal tem a situação mais privilegiada e lidera o ranking do Inaj (Índice Nacional de Acesso à Justiça). O índice considera o desenvolvimento humano da unidade da federação e o funcionamento das instituições. Com nota 0,42, numa escala que vai de 0 a 1, o DF é seguido por Rio de Janeiro (0,31) e São Paulo (0,25). Na média nacional, o Brasil registra índice de 0,16.

O resultado contrasta com a situação da Justiça do Maranhão, a pior do Brasil, com índice 0,06.

O levantamento mostra, por exemplo, que a fatia da população que pode ter defesa própria tem mais facilidade de recorrer à Justiça. Enquanto existem 312 advogados para cada 100 mil habitantes, a proporção cai para três quando se trata de defensores públicos, responsáveis pela defesa da população mais pobre.

 

Dados públicos

As informações sobre a situação do Poder Judiciário ficarão disponíveis na internet (www.acessoajustica.gov.br). A população poderá consultar em torno de 70 mil endereços de tribunais, um tira-dúvidas sobre o funcionamento da Justiça e um passo a passo sobre como resolver problemas.

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