Privilégio de mensaleiros gera ameaça de rebelião no presídio da Papuda

Por Tercio Braga

Juízes alertam para uma ameaça de rebelião de presos revoltados com mordomias de condenados pelo mensalão na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Os 12 mil presos da Papuda, maior presídio de Brasília, ficaram sabendo dos privilégios dos mensaleiros através das mulheres e parentes. Eles passam dias em filas e até em barracas à espera de autorização para visitar os detentos e se revoltaram com as facilidades que os condenados do mensalão tinham para receber visitantes.

Juízes da Vara de Execuções penais cortaram parte das mordomias dos mensaleiros há 15 dias. Mas outras regalias que irritam os demais presos permanecem: os condenados do esquema estão em celas separadas, sem superlotação, e têm acesso mais fácil, por exemplo, às cantinas.

A tensão não se restringe à penitenciária. Três juízes de execuções penais pediram transferência. Eles não concordam com a política mais permissiva com os mensaleiros, que teria sido implementada pelo titular da vara, Ademar Vasconcelos. Por pressão do presidente do Supremo, ele foi substituído pelo juiz Bruno Silva Ribeiro, que agora está cuidando dos casos.

O governo do Distrito Federal afirma que está monitorando a possibilidade de rebelião e minimiza a situação.

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