Condenado, João Paulo Cunha diz que mensalão foi uma farsa

Por Carolina Santos
O ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha | José Cruz/ABr O ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha | José Cruz/ABr

Prestes a ser preso após o julgamento do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) pôs fim ao silêncio. Comparando seu caso com o do líder sul-africano Nelson Mandela, o petista foi à tribuna da Câmara e atacou o STF e seu presidente, o ministro  Joaquim Barbosa. “É ou não é um ministro que trabalha com informações seletivas?”, questionou.

João Paulo foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em regime inicialmente fechado por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato, mas ainda aguarda julgamento de recursos.

O petista seguiu por uma hora atacando Barbosa e o STF. “Juiz é alguém que guarda recato, figura quase cândida, tem neutralidade como marca, não se submete à opinião pública. Estamos vendo coisas diferentes”.

Ele afirmou que cumprirá a pena, mas não ficará calado. “Se Mandela ficou 27 anos preso, eu posso suportar.” Cunha foi aplaudido pelos presentes.

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