Para comissão, polícia fraudou laudo sobre morte de JK

Por Carolina Santos
Juscelino Kubitschek, no centro, ao lado de José Sarney / Reprodução/Josesarney.org Juscelino Kubitschek, no centro, ao lado de José Sarney / Reprodução/Josesarney.org

A Comissão da Verdade afirmou que polícia mineira teve participação na fraude dos laudos que atestavam a causa da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Um relatório divulgado nesta segunda-feira em São Paulo afirmou que JK foi assassinado em um atentado político na Rodovia Presidente Dutra, no dia 22 de agosto de 1976. A versão oficializada naquela época sustenta que Juscelino e seu motorista teriam morrido em consequência de um acidente de trânsito.

A nova versão, divulgada nesta terça-feira na Câmara dos Vereadores de São Paulo, sustenta que uma disputa política envolvendo os ex-presidentes João Batista Figueiredo, Ernest Geisel e Juscelino Kubitschek, teria sido o motivo do atentado provocado pelos militares. De acordo com o relatório, um carro do modelo Caravan emparelhou com o Opala, que transportava JK, e os ocupantes atiraram contra a cabeça do motorista, que perdeu o controle do veículo.

O documento revela 90 indícios que pretendem comprovar esta hipótese. Segundo a Comissão, um deles aponta que várias falhas durante as perícias feitas pelas Polícias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, inclusive durante a exumação do corpo do motorista, faziam parte da fraude do laudo que excluía a hipótese de assassinato.

O relatório será encaminhado, agora, para o Governo Federal para que a nova versão seja reconhecida e apresentada oficialmente à população.

A investigação, que buscava esclarecimentos sobre a morte do ex-presidente, já dura oito meses e ouviu 20 possíveis testemunhas do caso. As análises foram realizadas pela Comissão da Verdade de São Paulo em conjunto com o Governo Federal e de Minas Gerais.

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