Ministro da Ciência e Tecnologia defende testes em animais

Por Carolina Santos
Ativistas realizam protesto em frente ao Congresso | Joel Rodrigues/Frame/Folhapress Ativistas realizam protesto em frente ao Congresso | Joel Rodrigues/Frame/Folhapress

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, defendeu ontem o uso de animais em testes científicos e disse que os ativistas que retiraram 178 cães da raça beagle do Instituto Royal, em São Roque, no interior de São Paulo, agiram fora da lei.

Após participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, Raupp afirmou que não há indícios de irregularidades cometidas pelo instituto e que não vê necessidade de reavaliar a atual legislação sobre o uso de animais em experimento científicos. “Do ponto de vista da ciência, não há evidencia nenhuma que seja supérflua a utilização de animais”, disse.

O ministro também afirmou que é favorável a testes em animais “enquanto forem necessários”, e lembrou que a utilização de cobaias é permitida pela lei. Para Raupp, houve precipitação no resgate. “É preciso respeitar a lei em primeiro lugar”. Segundo o ministro, o Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), já havia vistoriado o Instituto Royal, sem constatar problemas.

Após o resgate dos cães, a Anvisa anunciou que vai analisar a legislação atual que trata do uso de cobaias. Em vídeo divulgado ontem, a gerente geral do Instituto Royal pediu apoio à sociedade para retomar as atividades e disse que a ação dos manifestantes coloca em risco o desenvolvimento na área de saúde no país.

Ativistas realizaram protesto contra pesquisas com animais, ontem, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.

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