11 ministros devem deixar a Esplanada com reforma

Por fabiosaraiva

A presidente Dilma Rousseff tem a reforma ministerial como trunfo para fortalecer a candidatura à reeleição em 2014. Cerca de um terço dos ministros desfrutam dos últimos meses no cargo. Em abril, os políticos mergulham nas campanhas para governos estaduais ou para mandatos no Congresso.

Em 2010, Dilma foi eleita no segundo turno com o apoio de 14 partidos. A composição da base aliada, ao que tudo indica, já vem sofrendo mudanças. A mais expressiva foi a do PSB, que, além de deixar dois ministérios vagos — Integração Nacional e Secretaria de Portos — ainda atraiu uma adversária forte.

A ex-senadora Marina Silva se perfilou a Eduardo Campos, em uma aliança que poderá roubar mais um partido da base de apoio à Dilma. O PDT, no comando do Ministério do Trabalho, tende a caminhar com Marina e Campos.

A perda será compensada com o fortalecimento do PTB, hoje um aliado sem ministro. O vice-líder do governo no Senado, senador Gim Argello (PTB-DF), é quem articula a nomeação de um ministro do partido.

A presidente também analisa a possibilidade de fazer novos arranjos na Esplanada dos Ministérios. Na cota do senador José Sarney (PMDB-AP), o Ministério do Turismo, hoje comandado por Gastão Vieira, é apontado no governo como um cargo a ser distribuído.

Dilma ainda se debruçará sobre a escolha de um novo ministro da Educação, para substituir Aloízio Mercadante. O petista, por sua vez, tem como primeira opção se deslocar para a Casa Civil, na vaga de Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao governo do Paraná. Ele também poderá assumir a coordenação da campanha à reeleição de Dilma.

Neste caso, a ministra Mirian Belchior iria para a Casa Civil, abrindo o espaço do ministério do Planejamento para Paulo Bernardo, hoje ministro das Comunicações — que seria substituído pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA).

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