Governo quer que CRM pague médico estrangeiro parado

Por fabiosaraiva
Cubano Alexander Cambara conhece posto em Chapadinha (MA) | Marcello Casal /ABr Cubano Alexander Cambara conhece posto em Chapadinha (MA) | Marcello Casal /ABr

Os 670 médicos estrangeiros aprovados no treinamento do programa Mais Médicos deveriam ter começado a trabalhar nesta segunda-feira. Mas, alegando problemas na documentação desses profissionais, conselhos regionais de medicina não têm liberado os registros provisórios que autorizam exercer a medicina no Brasil.

Com esse quadro, a maioria dos médicos já está nas cidades de destino, mas sem trabalhar. Nesta segunda-feira, balanço do Ministério da Saúde apontava que apenas 58 médicos haviam obtido o documento. Eles irão atuar em cidades do Rio Grande do Sul, Ceará e da Bahia.

Mesmo sem trabalhar, os médicos estrangeiros irão vão receber os salários integralmente. Como resposta aos conselhos regionais, a AGU (Advocacia-Geral da União) cobrará essa conta das entidades de classe na Justiça. Segundo o órgão federal, os conselhos regionais estão protelando a liberação dos registros provisórios.

 

Solução legislativa

A base aliada do governo busca no Congresso uma alternativa para limitar o poder das entidades de classe. A comissão mista do Senado que analisa a Medida Provisória 621/13, que criou o Mais Médicos, deve votar hoje o parecer do relator Rogério Carvalho (PT-SE), que permite ao médico estrangeiro trabalhar no Brasil mesmo sem o registro provisório.

De acordo com o texto, que ainda será votado no plenário do Senado e da Câmara dos deputados, os profissionais poderão trabalhar automaticamente a partir da data que pedirem o registro para os conselhos regionais de cada Estado.

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