Alves destruiu última chance de cassar Donadon

Por fabiosaraiva

claudio-humberto-2Presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB) acabou com a última chance de cassar o mandato do deputado ladrão Natan Donadon (RO) ao afastá-lo para empossar o suplente Amir Lando (PMDB-RO). Com a licença garantida por prazo indeterminado, o ladrão se safou de ser enquadrado pelo artigo 55 da Constituição, que determina perda de mandato em caso de faltar a um terço das sessões ordinárias da Casa.

Ele já sabia. Há dez dias, Henrique foi alertado pela Mesa Diretora que, em caso de absolvição, Donadon ainda poderia perder o mandado devido às faltas.

Manobra… A Mesa também sugeriu esperar 60 ou 120 dias para dar posse a Amir Lando, permitindo que estourassem as ausências de Donadon.

…Arquitetada. Desde sua prisão, em 28 de junho, o deputado ladrão faltou 19 das 68 sessões deliberativas. Mais quatro faltas e poderia ser cassado.

Ex-craques tentam contrabando no Congresso. Craques do passado pisam na bola, tentando embutir contrabandos em medida provisória, a pretexto de “moralizar o esporte”. Pernas de pau na política, querem aprovar na marra novas regras para remunerar dirigentes esportivos e garantir reserva de cargos para eles, ex-atletas. Parlamentares topam discutir o tema, desde que sejam apresentadas em projeto de lei e que as entidades recebam recursos públicos.

Insistência. Ex-craques já fizeram duas tentativas de contrabandos em MPs. Para o ministro Aldo Rebelo (Esporte), o tema é polêmico, exige amplo debate.

Poder sem pudor: A vingança de Golbery

No governo transitório de Ranieri Mazilli, após o golpe de 1964, José de Segadas Vianna assumiu o Ministério do Trabalho, e logo foi procurado por um ambicioso coronel do Exército, que lhe pediu para intervir no Sindicato dos Ferroviários, foco de muitas inquietações. Segadas negou, o coronel insistiu, foi até ríspido, mas ministro manteve a decisão. Isto lhe custou o indeferimento de todas as indicações que recebeu para ocupar cargos federais no regime militar. Pudera: o coronel que deixou seu gabinete muito irritado, naquele dia, era ninguém menos que Golbery do Couto e Silva.

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 

www.claudiohumberto.com.br

 

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