Patriota fez do asilo de Molina uma prisão política

Por Carolina Santos

O ex-chanceler Antonio Patriota (Relações Exteriores), interrompeu só uma vez sua atitude omissa e acovardada, durante os 452 dias de asilo do senador Roger Pinto Molina. Ainda assim, para atormentar a vítima, em nome do “bolivarianismo”. Ele foi a La Paz tornar o asilo do perseguido do regime de Evo Morales uma “prisão política”, ordenando restrições a banho de sol, proibindo visitas e segregando-o a cubículo sem janela.

Que vergonha. Segundo diplomatas, a estratégia de Patriota, para bajular o regime de Evo Morales, era vencer Molina pelo cansaço e fazê-lo se entregar.

Cruel covardia. A ordem cruel do gabinete de Patriota para tomar celular e computador de Molina jamais foi confirmada por escrito, como exigiram diplomatas.

Bons profissionais. Como o pai, embaixador Gilberto Sabóia, o diplomata Eduardo Sabóia deixa admiradores por onde passa. Washington foi seu posto anterior.

O futuro é ontem. O esdrúxulo esquema de contratação de médicos cubanos lembra os “escravos de ganho” no Brasil Colônia: os pequenos faz-tudo davam parte do que ganhavam ao “dono”, mas compravam a futura liberdade.

Processo nele. O presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha, foi direto ao ponto: Patriota deveria ser processado por omissão, no caso do senador asilado.

Covardia e submissão. Em março, o regime de Evo Morales criou um pretexto para inviabilizar o salvo-conduto ao senador Roger Molina, vetando o embaixador do Brasil, Marcel Biato, na mesa de negociações. Em vez de prestigiar o colega diplomata, o bolivariano Patriota cedeu ao cocaleiro.

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