Médico reprovado terá de voltar para o seu país

Por fabiosaraiva
Médicos estrangeiros acompanham a primeira aula do curso de formação do programa Mais Médicos, em São Paulo | André Porto/ Metro Médicos estrangeiros acompanham a primeira aula do curso de formação do programa Mais Médicos, em São Paulo | André Porto/ Metro

Os médicos estrangeiros que iniciaram ontem o programa  de formação do Mais Médicos terão que comprovar, após 21 dias de curso, um nível satisfatório de língua portuguesa e legislação médica brasileira para atuar  no Brasil. Os que não atingirem o resultado esperado serão desligados do programa e terão que retornar aos seus países, informou o Ministério da Saúde.

Nas próximas três semanas, os 682 inscritos irão conhecer o funcionamento do SUS, o calendário de vacinação brasileiro e as regras do programa saúde da família. As aulas ocorrem em São Paulo, Porto Alegre, Rio, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza.

Ontem, os 47 médicos, entre estrangeiros e brasileiros com formação fora do país, que iniciaram o curso em São Paulo assistiram um  vídeo sobre o povo brasileiro, baseado na obra “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro.

Um dos médicos, o ortopedista cubano  Ernesto Guzman, de 40 anos, acredita que a língua não será uma barreira para atender os brasileiros. Guzman deixou as Ilhas Canárias, na Espanha, para entrar no Mais Médicos. “Fiz a inscrição pela internet. Estava sem trabalho na Espanha”. Ele pretende atuar em Praia Grande, no litoral sul.

Há dez anos longe de Cuba, ele não quis comentar a polêmica sobre o modelo de pagamento dos médicos de seu país, que terão o salário de R$ 10 mil repassado à Opas (Organização Panamericana de Saúde). A organização enviará o montante ao governo cubano, que irá destinar entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil aos profissionais.

Após se fixar em Praia Grande, Ernesto pretende trazer a mãe e a namorada, que ainda vivem na Espanha, para o Brasil.

 

‘Quero morar perto da família’

Cubano Ernesto Guzman quer viver na Praia Grande | André Porto/ Metro Cubano Ernesto Guzman quer viver na Praia Grande | André Porto/ Metro

História diferentes levaram ontem para a mesma sala de aula médicos portugueses, argentinos, bolivianos, espanhóis e de outras nacionalidade, que decidiram exercer a medicina no Brasil.

Após sete anos de faculdade em Cuba, o boliviano Alejandro Gomes, 30 anos, decidiu se inscrever no programa e escolheu São Bernardo do Campo, no ABC, para atuar após o curso de  formação. Com a família já vivendo em São Paulo, ele  diz que não terá dificuldade para se adaptar e avalia como satisfatório o salário de R$ 10 mil. “Quero me aperfeiçoar. Acredito que aqui será perfeito, já que minha família já escolheu o Brasil”.

Já o argentino Ernesto  German, 43 anos, deixou Córdoba, onde atuava como anestesista, para buscar uma vaga na Praia Grande.  Além do salário, o que o motivou foi a possibilidade de poder morar perto do filho, que vive na cidade litorânea com a mãe.

 

Carteira profissional terá alerta

 

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