Marta teve voto de minerva sobre verba liberada para estilistas

Por fabiosaraiva

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse que chamou para si a responsabilidade sobre a decisão de liberar verba para estilistas brasileiros. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, ela explicou que o Conselho Nacional de Incentivo à Cultura não aceitou a avaliação técnica sobre o tema. “É engraçado porque, nessa comissão, a primeira análise foi favorável”, lembra Marta.

 

A ministra recorda que também foram levadas em conta análises de pareceristas da moda e profissionais do mercado. “E eles deram parecer favorável, assim como a Funarte (Fundação Nacional de Artes). Já tinha passado em tudo. Então, quando foi para o conselho, eles derrubaram por 7 a 7. O voto de minerva é da ministra. A ministra pode chamar para si [a responsabilidade] quando acha que houve uma avaliação injusta”, relatou Marta.

 

Na última semana, o ministério – via Lei Rouanet – liberou R$ 2,8 milhões para que o estilista Pedro Lourenço realizar um desfile de moda em Paris. Também foram aprovados incentivos fiscais de R$ 2,5 milhões ao estilista Alexandre Herchcovitch para desfiles em São Paulo e Nova York, e de R$ 2 milhões para o mineiro Ronaldo Fraga mostrar as peças dele na São Paulo Fashion Week.

 

Marta também comentou as propostas de mudanças no Ecad (Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais) por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) feita pelo Senado. Ela estabelece que o órgão fiscalizador seja ligado à administração pública. A ministra lembra que a proposta ainda não está regularizada. “Temos que fazer toda a regularização dela. Isso foi um trabalho longo. Uma briga de 40 anos com o Ecad. Só o ministério teria condição de fazer esse enfrentamento”, analisa Marta, que lembra: “Agora cabe a nós fazer a fiscalização”.

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