Joaquim Barbosa diz ao NYT que não é candidato à presidência

Por BAND
“Meu temperamento não se adapta bem à política”, diz o presidente do STF | José Cruz/ABr “Meu temperamento não se adapta bem à política”, diz o presidente do STF | José Cruz/ABr

Constantemente apontado como um possível candidato à presidência da república nas próximas eleições, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, é o personagem deste sábado da seção Saturday Profile (Perfil de Sábado) no The New York Times. No entanto, na entrevista para o jornal norte-americano, o ministro trata de tirar seu nome da lista para o pleito.

“Eu tenho um temperamento que não se adapta bem à política”, disse Barbosa ao jornalista Simon Romero. “Isso é porque eu falo muito o que penso”, acrescentou.

O texto deixa claro que o ministro sempre diz que não é candidato a nada, mas trata sobre a ascensão política de Barbosa por meio de “decisões liberais do ponto de vista social que estremecem o establishment”.

A reportagem cita decisões recentes do STF, como as medidas para aumentar o número de indígenas e negros nas universidades federais, além de sua importante posição na legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Ao descrever Barbosa, o periódico diz que “quando ele entra no tribunal, as outras dez excelências se preparam para qualquer coisa que venha em seguida”. Entretanto, a reportagem destaca as polêmicas discussões que ele protagonizou com os colegas de STF, como Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e, mais recentemente, Ricardo Lewandowski.

“Sempre foi assim”, afirmou Barbosa, sobre as discussões na corte. Mas, segundo ele, as brigas são mais fáceis de ver, pois os procedimentos do STF são televisionados.

Joaquim Barbosa ganhou notoriedade durante os protestos que aconteceram no Brasil entre junho e julho, chegando a alcançar 30% das intenções de voto para a presidência entre os manifestantes, segundo o Datafolha. O ministro diz que é fortemente contra a violência nos movimentos, mas acha que o acontecimento nas ruas é um “sinal da exuberância da democracia”.

“As pessoas não querem ficar passivas e observar esses arranjos da elite, que sempre foi a tradição brasileira”, disse Barbosa.

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