Cubanos defendem vinda de médicos do país

Por Carolina Santos

A língua não deverá ser uma barreira ao trabalho dos médicos cubanos no Brasil. A opinião sobre a chegada de quatro mil profissionais vem justamente do médico cubano já radicado no país, Juan Carlos Raxach.

Segundo ele, além do treinamento, eles certamente vão procurar ajuda para dominar a língua portuguesa. “Se formará e entenderá muito rápido a língua ou se encontrará alguém que contribua neste diálogo entre paciente e o profissional de saúde”, disse à Rádio Bandeirantes.

Outro médico cubano, Josué Jesus Mattos, que também é prefeito de Mucajaí, em Roraima, concorda com o repasse de parte da remuneração dos profissionais ao governo de Cuba.

Ele conta que passou pela mesma situação quando chegou ao Brasil por meio de um convênio do país caribenho com o Estado, já há alguns anos. “Eu custeava minha estadia com 50% do que eu ganhava. Os outros 50% eu mandava para meu país”, explica.

Esses foram os dois principais pontos criticados pelo Conselho Federal de Medicina depois do anúncio da chegada dos médicos cubanos. Em nota, o órgão classificou o acordo como “eleitoreiro, irresponsável e desrespeitoso”.

Os médicos Josué Jesus Mattos e Juan Carlos Raxach conversaram com o jornalista Agostinho Teixeira no programa Manhã Bandeirantes.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo