Policiais federais fazem paralisação de 48 horas em vários estados

Por Tercio Braga
Agentes da Polícia Federal querem reestruturação do plano de carreira e reajuste salarial | Antonio Cruz/ABr Agentes da Polícia Federal querem reestruturação do plano de carreira e reajuste salarial | Antonio Cruz/ABr

Policiais federais de três estados e do Distrito Federal iniciaram movimento de paralisação das atividades na manhã desta segunda-feira. A greve, com duração prevista de 48 horas, mobiliza os efetivos nos estados de Goiás, do Piauí e do Ceará. Na terça-feira (20), os policiais federais de Minas Gerais, do Amazonas, do Acre, do Paraná e de São Paulo também devem paralisar suas atividades. Em São Paulo, o movimento durará 24 horas.

A categoria decidiu paralisar as atividades por 48 horas após reunião da Fenapef (Federação Nacional dos Policias Federais), na última quarta-feira, com os Mpog (ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão) e da Justiça (MJ), com o objetivo de dar continuidade às negociações sobre reestruturação da carreira e reajuste salarial.

De acordo com a categoria, o governo disse que vai apresentar uma resposta até o dia 26 de agosto. O Planejamento acenou com o reajuste de 15,8% até 2015, proposta rejeitada pela Fenapef. Os policiais disseram que os serviços prestados à população, como emissão de passaportes, e as demais funções dos policiais, como investigações e registro de porte de arma, serão feitas com o efetivo mínimo, que é 30% dos servidores.

Segundo o presidente da Fenapef, Jones Borges Leal, as paralisações seguirão até o final do mês em todos os estados do país. Leal explicou à Agência Brasil que os policiais optaram por não unificar as paralisações, para que “cada estado avaliasse a sua situação e decidisse segundo as suas necessidades”.

Entre outras reivindicações, os policiais defendem que a ascensão a cargos de chefia não seja privilégio dos delegados. “Hoje, você tem um policial com 30 anos de casa, que sabe tudo sobre investigação, e que fica impedido de ocupar novos cargos por conta da estrutura. Muitas vezes, esse policial vai ser chefiado por uma pessoa que passou em um concurso e vai para um posto de comando sem saber quase nada sobre investigação. Isso acaba sendo frustrante”, disse Leal.

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