TCU suspende salários acima do teto na Câmara

Por Carolina Santos

O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou anteontem que a Câmara Federal corte os salários que estão acima do teto do funcionalismo público (R$ 28 mil). Entretanto, livrou os servidores de ter de devolver o dinheiro.

De acordo com levantamento do TCU, a folha de pagamento da Câmara consome R$ 2,5 bilhões por ano. Desse montante, R$ 517 milhões (18,75% do total) correspondem a pagamentos irregulares. A conclusão do tribunal é que, de cada R$ 100 gastos com a folha de pagamento, quase R$ 20 são depositados indevidamente.

A medida deve atingir 1,1 mil servidores na Câmara, que têm salários acima do teto.

Os auditores responsáveis pelo caso no TCU propuseram que os servidores devolvessem os salários recebidos acima do teto nos últimos cinco anos, além das horas remuneradas, extras e não trabalhadas na jornada semanal. Mas o relator, ministro Raimundo Carreiro, indicado ao cargo pelo senador José Sarney (PMDB-AP), não acolheu as sugestões e propôs a isenção.

Depois de intenso bate-boca no plenário, a maioria seguiu a opinião do relator.

A Câmara tem dois meses para comunicar ao TCU o corte dos salários acima do teto, sem qualquer especificação sobre os pagamentos já depositados.

Uma auditoria na folha de pagamento do Senado seria colocada em votação  ontem, também com o ministro Carreiro como relator, mas foi retirada da pauta.

No Senado, há 464 servidores recebendo acima do teto.

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