Aceleração da agenda do Congresso após onda de protestos é reprovada

Por Tercio Braga

Pesquisa realizada pelo DataSenado com 9.064 pessoas na primeira semana de agosto revelou que o esforço de deputados e senadores para colocar em pauta uma agenda positiva foi classificado como insuficiente. Para 65,3% dos entrevistados, a atuação dos parlamentares foi considerada ruim ou péssima, outros 5,5% consideraram boa ou ótima.

O levantamento mostrou que as prioridades dos eleitores são controle de gastos com a Copa, a alteração na lei penal, classificando todo tipo de homicídio como crime hediondo, e a exigência de ‘ficha limpa’ para o funcionalismo público.

Prioridade para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o uso de recursos dos royalties do petróleo para custear as tarifas de transporte público não conta com o apoio popular. Menos da metade dos pesquisados declarou ser favorável à medida.

A pesquisa  também revela que a maioria dos entrevistados reprova a situação atual do país.: quase oito em cada dez eleitores afirmaram que estão insatisfeitos.

Manifestações

Os protestos realizados no país nos últimos meses tiveram aprovação maciça da população, revela do DataSenado. Um novo quadro de inércia por parte do Congresso levaria 72% dos entrevistados às ruas.

Para 42%, a onda de manifestações deve continuar. A pauta deve ter como foco melhores serviços de saúde e educação, combate à corrupção, menos impostos, transparência nos gastos da Copa do Mundo de 2014, ações de combate à criminalidade e  redução das tarifas no transporte público.

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