PT tenta instaurar CPI do Metrô na Câmara

Por Carolina Santos
Deputado Paulo Teixeira (PT) coleta assinaturas |  beto oliveira/agência câmara Deputado Paulo Teixeira (PT) coleta assinaturas | beto oliveira/agência câmara

Blindado por sua maioria na Assembleia Legislativa paulista (68 dos 94 deputados), o PSDB pode enfrentar em Brasília uma CPI  (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as denúncias de formação de cartel em licitações da CPTM e do Metrô, entre 1998 e 2008.

Ontem, o PT iniciou a coleta das 171 assinaturas necessárias para abrir a comissão na Câmara. Líderes do partido acreditam que irão conseguir os nomes até a próxima semana. Segundo deputados, a decisão da PF de indiciar 10 pessoas que integraram governos paulistas por corrupção e lavagem de dinheiro no caso Alstom (veja ao lado) deve facilitar a abertura da CPI.

“Está demonstrada a participação de agentes públicos”, disse o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), responsável pela coleta de assinaturas. O PT também aposta no impacto da revelação de e-mails de um executivo da empresa alemã Siemens para aprovar a investigação. Nas mensagens, reveladas pela “Folha de S.Paulo”, o executivo diz que o tucano teria sugerido um acordo entre a Siemens e a espanhola CAF em uma licitação para compra de 40 trens para CPTM. Se o acerto não ocorresse, a concorrência seria cancelada.

O executivo da Siemens  afirma que os detalhes do acordo foram discutidos em um encontro em Amsterdã, na Holanda.  Serra nega a troca de e-mails e diz que nunca se encontrou com o executivo.

A oposição no Congresso tenta evitar a CPI sob a alegação  que o caso é estadual e já vem sendo investigado pelo Ministério Público. Deputados do PSDB protocolaram ontem um requerimento para convidar o presidente do Cade, Vinícius Marques de Carvalho,  a comparecer à Comissão de e Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. O convite também será feito a executivos das empresas suspeitas de integrarem o cartel

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