Delegado quer reconstituir trajeto de Amarildo até UPP

Por Tercio Braga
Cerca de 50 agentes participaram da operação | Tânia Rêgo/ABr Cerca de 50 agentes participaram da operação | Tânia Rêgo/ABr

O delegado titular da DH (Delegacia de Homicídios), Rivaldo Barbosa, e o promotor Homero Freitas, pretendem fazer uma reconstituição do trajeto que o pedreiro Amarildo de Souza fez de sua casa até a sede da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, no Rio de Janeiro, no dia 14 de julho.

Nesta quarta-feira, cerca de 50 agentes da DH realizaram uma busca no Sítio dos Macacos, em um trecho de mata no alto da comunidade da zona sul. Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, nada foi encontrado. Parentes de Amarildo teriam recebido informações de que o corpo dele teria sido enterrado às margens de uma represa, em um local de difícil acesso. O pedreiro teria sido confundido com um traficante local. A DH ainda planeja organizar outras buscas na comunidade.

“Nós ainda estamos trabalhando com duas hipóteses: se o crime foi praticado por policiais militares ou traficantes”, disse Barbosa.

Cerca de 30 pessoas já prestaram depoimento sobre o caso. O filho mais velho da vítima, Anderson Gomes, de 21 anos, disse não ter dúvidas da culpa dos policiais militares na morte do pai.

O novo comandante da PM, coronel Luís Castros, confirmou que a Corregedoria da Polícia Militar está investigando as circunstâncias do desaparecimento do pedreiro. Caso seja comprovado o envolvimento de policiais militares, medidas jurídicas serão tomadas.

Na manhã do último sábado, agentes fizeram uma perícia na sede da UPP. O resultado do exame ainda não foi divulgado. Os investigadores tambéquerem descobrir por que os aparelhos de GPS dos carros da UPP e duas câmeras de segurança da comunidade não estavam funcionando no dia do desaparecimento de Amarildo.

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