Operação em três estados prende cúpula financeira do PCC

Por Tercio Braga

Uma operação em três estados terminou com a prisão da cúpula financeira do PCC (Primeiro Comando da Capital). Foram presos 28 criminosos responsáveis pela contabilidade da facção.

Duzentos e cinquenta policiais participaram da operação em 13 cidades de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O objetivo era atacar a estrutura de finanças do PCC. Vinte e oito foram presos, quatro são considerados do alto escalão da facção criminosa.

Um deles é apontado como responsável pela contabilidade e arrecadação do dinheiro da organização no Estado de São Paulo. Na casa dele foram encontradas anotações com a movimentação do dinheiro do PCC.

São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, é onde fica a central financeira do grupo.

A investigação de sete meses descobriu a rota da droga do PCC. A cocaína do Paraguai entrava no Brasil pelo Mato Grosso do Sul. De lá vinha para São Bernardo, onde era guardada em galpões, antes de ser distribuída por 1.500 pontos de venda de São Paulo, Minas Gerais e estados do Nordeste.

A investigação aponta, ainda, que além do tráfico a organização criminosa mantém uma estrutura bem organizada de arrecadação de dinheiro – por meio do pagamento de mensalidade de R$ 850 de cada integrante da facção, preso e solto, e da obrigatoriedade da aquisição de talões de rifa.

Administração

No mês passado, o Jornal da Band mostrou como a facção é administrada, com planilhas de gastos e faturamento, que chega a passar dos R$ 4 milhões num único mês.

A investigação que levou à operação desta sexta-feira mostrou que as ordens para os traficantes eram dadas por um preso que usava telefone celular na penitenciária de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde está toda a cúpula do PCC.

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