Fundadora de site pornô que divulgava vídeos de câmera escondida é presa na Coreia do Sul

Soranet Song, de 46 anos, foi condenada a 4 anos de prisão por ajudar e incentivar a distribuição de material pornográfico.

Por BBC Brasil

A cofundadora de um dos maiores sites de pornografia da Coreia do Sul foi sentenciada a quatro anos de prisão por um tribunal em Seul.

Soranet Song foi condenada por incentivar e ajudar na distribuição de material obsceno.

Song tinha mais de um milhão de usuários em seu site e hospedava milhares de vídeos ilegais, muitos filmados com câmeras escondidas e compartilhados sem o consentimento das mulheres retratadas.

Produzir e divulgar conteúdo pornográfico é ilegal na Coreia do Sul.

Mulheres organizaram enormes protestos de rua na Coreia do Sul, pedindo para que o governo tomasse medidas mais sérias contra a pornografia ilegal.

Song também foi multada em 1,4 bilhão de wons (R$ 4,6 bi) e terá de frequentar 80 horas de aulas sobre prevenção de violência sexual.

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A criminosa, de 46 anos, é uma das quatro pessoas, incluindo seu marido, que administrou o site de 1999 a 2016, usando servidores no exterior, segundo o jornal Korea Herald.

Ela fugiu para a Nova Zelândia depois que a polícia começou a investigar o local em 2015, mas foi forçada a voltar para a Coreia do Sul quando seu passaporte foi revogado.

Ela negou as acusações e alegou no tribunal que seu marido e outro casal eram os encarregados de administrar o site.

Os outros três co-proprietários, que têm passaportes estrangeiros, permanecem foragidos.

Sem consentimento

Muitos dos vídeos de câmeras escondidas que estavam hospedados no site foram gravados secretamente em banheiros e vestiários de lojas, ou publicados por ex-parceiros por vingança.

Na capital sul-coreana, fiscais passaram a checar diariamente se os banheiros públicos espalhados pela metrópole têm câmeras escondidas.

Equipamentos de filmagem colocados de forma ilegal nesses espaços se tornaram um sério problema no país. Isso porque as imagens gravadas, normalmente registros de mulheres, depois são espalhadas em sites pornôs. Apenas em 2017, um relatório apontou 6 mil casos de pessoas gravadas sem autorização.

Algumas das mulheres que apareceram nesses vídeos cometeram suicídio.

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