Câmara Municipal de SP tem esquema de ‘nepotismo cruzado’

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Por band.com.br

15/03/2017 às 9h47

Procurado pela reportagem, o deputado Coronel Telhada chamou a manobra de parceria | Reprodução/Facebook

Procurado pela reportagem, o deputado Coronel Telhada chamou a manobra de parceria | Reprodução/Facebook

A Câmara Municipal de São Paulo paga quase R$ 10 mil por mês para um assessor que nunca é visto no gabinete e que vive em Atibaia, no interior paulista. Vitor Lucas de Freitas Rosa foi nomeado assistente parlamentar do vereador Claudinho (PSDB), mas na verdade presta serviço para o deputado estadual Coronel Telhada, também do PSDB, conforme reportagem de Agostinho Teixeira, da Rádio Bandeirantes.

No gabinete onde Vitor deveria estar, é difícil encontrar alguém que o conheça ou que já tenha ouvido falar no nome dele. Sem saber que estava sendo gravado, ele confirmou que raramente vem a São Paulo e admitiu que parou de trabalhar porque estaria com problemas de saúde.

Mas, no Departamento de Recursos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo, ninguém sabe dessa doença. Segundo uma funcionária do setor, o assessor parlamentar do vereador Claudinho não comunicou nenhum problema de saúde e não está de licença.

Vitor Lucas Freitas Rosa, na verdade, faz parte de um esquema conhecido como “nepotismo cruzado”. Nesse caso, envolvendo justamente o deputado estadual Coronel Telhada e o vereador Claudinho.

Como Vitor é filho do chefe de gabinete do deputado Telhada e não pode ser contratado pela Assembléia Legislativa, a saída foi nomeá-lo na Câmara Municipal. O vereador Claudinho, por sua vez, teve o irmão de um dos funcionários dele contratado pelo deputado.

Ouvido pela reportagem da Rádio Bandeirantes, Coronel Telhada chamou a manobra de “parceria”.

Segundo o Supremo, nepotismo cruzado é crime. Os envolvidos estão sujeitos à multa e a perda do cargo e dos direitos políticos pelo prazo de três a cinco anos.

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